Transmissão – Cabos de Transmissão no Volkswagen Delivery 6.160

 

Veja como fazer a substituição correta do cabo de acionamento da transmissão no caminhão leve da Volkswagen

por Fernando Lalli fotos Lucas Porto

Trocas de marcha “borrachudas” e dificuldade no engate são dois dos problemas que cabos de acionamento defeituosos podem trazer ao veículo. “A identificação de um possível problema em um cabo de transmissão normalmente depende do ‘feeling’ que o motorista tem ao fazer a troca das marchas”, aponta Felipe Bolognesi, responsável da Eaton pelo desenvolvimento de produtos para o aftermarket.

O especialista aponta que, para o mecânico identificar se o problema realmente está nos cabos de comando, o teste recomendado é simples: com a alavanca em ponto morto, desconecte os cabos da transmissão e faça o engate das marchas. Não precisa ir além das 3ª e 4ª marchas. “Se com o cabo desconectado o engate ocorre de forma normal, possivelmente o problema está ligado ao cabo de acionamento”, comenta Felipe.

“Mas, se houver dificuldade de engate mesmo com o cabo desconectado, então o problema pode estar na transmissão ou até mesmo na embreagem”.

 

Confira a seguir o procedimento de troca dos cabos de acionamento de transmissão em um caminhão Volkswagen Delivery 6.160, com a supervisão de Felipe, na unidade da Eaton em Valinhos/SP. Ele ressalta que os cabos da marca, utilizados no procedimento, não podem ser torcidos, dobrados ou lubrificados. Ele cita os cuidados com os produtos no decorrer do procedimento.

 

 

DESMONTAGEM DOS CABOS DE TRANSMISSÃO

 

1) Solte o console de acabamento central da cabine. Comece pelos dois parafusos torx 30 localizados atrás do porta-copos.

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2) Desloque o acabamento do console e solte outros dois parafusos torx 30 embutidos abaixo do acoplamento da manopla de câmbio.

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3) Após retirar os quatro parafusos, erga o console para ter acesso aos cabos de acionamento da transmissão.

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4) Obs: Jamais utilize chave de fenda para deslocar os cabos de seus pinos esféricos de conexão. Forçá-los dessa forma pode causar deformação e, consequentemente, os inutilizar.

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5) Com a cabine do caminhão basculada, rompa as duas primeiras presilhas no suporte para permitir a remoção dos cabos de dentro da cabine por baixo.

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6) São 16 presilhas ao todo que prendem os cabos de comando. Rompa todas as presilhas, marcando os pontos onde estas estavam localizadas. Faça a operação de acordo com o roteiro, da cabine até o câmbio.

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7) Solte, primeiro na transmissão, o terminal do pino esférico com uma chave de boca. Depois, com um alicate bico, retire a trava metálica de posicionamento. Repita no outro cabo. Na sequência, remova-os do caminhão.

Utilize uma chave de boca para soltar o terminal de cada cabo de seu respectivo pino esférico. Em seguida, utilize um alicate de bico para soltar as travas do suporte dos cabos.

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Obs: Assim como na cabine, não faça nenhum tipo de alavanca para desconectar o terminal de comando do pino esférico. Isso pode deformar o cabo e/ou danificar seu mecanismo de funcionamento (7b).

7b

 

MONTAGEM DO CABO DE COMANDO

 

8) Não é necessário aplicar qualquer tipo de lubrificante na conexão antes de instalar a peça nova. O especialista da Eaton aponta que seu componente já é vendido com a lubrificação necessária no terminal para o uso no caminhão.

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9) Antes de proceder com a montagem, identifique qual cabo é o de seleção, qual cabo é de engate e onde cada extremidade deve apontar. Para diferenciar os cabos, a Eaton identifica qual é o cabo de engate com uma etiqueta amarela (9a). Tanto o cabo de engate quanto o cabo de seleção devem ter suas extremidades menores na cabine e as maiores, no trambulador no câmbio (9b). Outra forma de identificar o lado correto das extremidades é a gravação do código da peça, que em ambos os cabos deve estar voltado para o trambulador (9c).

9a
9b
9c

 

 

10) Já para saber qual é o lado correto na instalação de cada cabo, olhando a cabine basculada por baixo, o cabo de engate fica à esquerda (10a). Instale-o primeiro, começando pela conexão na transmissão, depois passando-o pelo roteiro e depois posicionando-o à esquerda na passagem para a alavanca na cabine. Repita o procedimento com o cabo de seleção (10b).

10a
10b

 

11) Neste sistema, após uma instalação correta e bem sucedida, a Eaton afirma que os cabos não devem precisar de ajuste. Mas, em caso de desalinhamento, posicione a alavanca de câmbio em neutro e gire o terminal do cabo no lado do câmbio até que fique perfeitamente alinhado com a conexão do trambulador.

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12) Fixe de volta os quatro parafusos do console. Para comprovar o sucesso do procedimento, teste o engate de todas 11 as marchas com o veículo parado e, depois, em rodagem.

 

Mais informações

Eaton: 0800-170551




Raio X – Prática como nunca

 

Picape Chevrolet S10 2.5 Ecotec tem motor moderno e de manutenção simples para o mecânico, conforme manda a tradição da marca

Texto e fotos: Leonardo Barboza

 

Em um segmento bem exigente como o de picapes, opções para todas as necessidades não faltam. A General Motors do Brasil, disposta a atender qualquer tipo de demanda, disponibiliza a Chevrolet S10 em 12 versões, sendo que a de entrada, Chassi 2.8 Turbo Diesel 4×4 MT, sai por R$ R$ 124.590. Já a versão topo de linha, High Country 2.8 Turbo Diesel 4×4 AT, custa R$ 191.990. A versão que avaliamos neste Raio X é a intermediária LTZ 2.5 Flex 4×4 AT, cujo preço inicial é R$ 138.990.

 

Substituto do GM família II, o motor 2.5 Ecotec reúne o que existe de mais moderno em tecnologia como: injeção direta de combustível, duplo comando de válvulas variáveis, bloco do motor em alumínio, bomba de óleo variável, controle eletrônico da temperatura do motor e sistema de partida a frio sem tanquinho.

 

Além do novo motor, a versão avaliada também é equipada com transmissão automática de 6 marchas e com tração 4×4 reduzida com acionamento eletrônico. Para checar as condições técnicas de manutenção do modelo utilitário, contamos com o olhar técnico do mecânico Nilson Patrone, mecânico e proprietário da oficina Power Class, localizada em São Bernardo do Campo/SP.

 

 

Nilson Patrone – Oficina Power Class

 

REVISÃO DE ROTINA

Ao abrir o capô, o mecânico já aprovou o amplo espaço no cofre do motor, para o serviço. Para ele, essa sempre foi uma das características que ajudou a marca a ser referência em manutenção fácil para os mecânicos. Mas um ponto de atenção levantado por Nilson foi a tampa do filtro de ar do motor, na qual existe um anel de borracha que, na opinião dele, deveria ser colado. Para colocar a tampa no lugarnovamente, foi necescessário retirar as luvas de proteção da mão e contar com a ajuda de outro mecânico, por incrível que pareça. “O anel de borracha da caixa do filtro de ar tem diâmetro menor, com isso ele exige uma certa paciência e habilidade na hora de encaixar a tampa do filtro”, disse Nilson.

 

O mecânico aponta que a picape possui ótima localização do filtro de óleo do motor, bem próximo ao bujão do cárter, filtro de combustível sob o veículo, próximo ao tanque de combustível, e o filtro de cabine localizado na parte de trás do porta-luvas. Patrone afirma que os componentes inclusos nas manutenções de rotina são todos de fácil acesso, por conta do espaço generoso para o trabalho, como já mencionado.

 

 

 

 

 

 

CORRENTE/CORREIA POLY-V

 

O sistema de sincronismo do motor é feito através de corrente que é projetada para ter a mesma durabilidade que o motor. Patrone conta que para garantir a total eficiência da corrente, é fundamental utilizar a especificação correta do oléo do motor, neste caso, o lubrificante Dexos 5W20, API-SN, ILSAC GF-5 que é indicado na tampa de óleo no cabeçote e no manual do proprietário. “O uso de óleo incorreto leva a uma série de problemas a longo prazo para o motor que poderiam ser evitados com uma simples troca pelo óleo correto”, adverte Nilson.

 

Com relação à correia de acessórios, a picape utiliza correia do tipo poly-v com rolamento tensionador. O plano de manutenção indica a substituição da correia somente a 240 mil km porém pede a verificação de seu estado a cada 10 mil km. No olhar do mecânico, a substituição da correia é bem tranquila graças ao espaço no cofre do motor.

 

 

TRANSMISSÃO E TRAÇÃO 4X4

 

A manutenção do câmbio automático de 6 marchas da S10 é bastante facilitada. Também há amplo acesso para a remoção da caixa, se houver necessidade. A troca do óleo de transmissão deve ocorrer a cada 80 mil km em condições de uso severo. Em condições normais de uso, Nilson explica que existe um teste no qual é retirada uma amostra de 150 ml do oléo e feito uma analise das condições do fluido e de sua vida útil. Em relação ao sistema de tração 4×4, o mecânico chama a atenção pela localização desprotegida do módulo eletronico de acionamento da tração.

 

 

INJEÇÃO ELETRÔNICA E IGNIÇÃO

O sistema de injeção eletrônica direta da S10 é bem prático para manutenção. Corpo de borboleta e bicos injetores têm fácil acesso “Para a retirada da bomba de combustível de alta pressão e dos bicos injetores, é necessário a remoção do coletor de admissão. Os parafusos estão bem localizados e com fácil acesso para remoção”, comenta Nilson. A bomba de combustível de baixa pressão fica dentro do tanque. Para a manutenção é necessário fazer a remoção do reservatório.

 

O sistema de ignição é composto de quatro bobinas independentes e velas de irídio com durabilidade prevista de 150 mil km. Nilson explica que a ponta da vela é cônica, o que elimina a utilização do anel de vedação. “Nesse motor é exigido apenas o torque correto e não há necessidade da instalação da vela com o eletrodo massa na posição correta, como em alguns casos de modelos com injeção direta”, finaliza Nilson Patrone.

 

 

FICHA TÉCNICA

CHEVROLET S10 LTZ 2.5 FLEX 4X4 AT

MOTOR

Posição: Dianteiro, longitudinal
Combustível: flex
Número de cilindros: 4 em linha
Cilindrada: 2.457 cm3
Válvulas: 16
Taxa de compressão: 11,2:1
Injeção de combustível: Eletrônica direta
Potência: 206 cv (E) / 197 cv (G) a 6.000 rpm
Torque: 27,3 kgfm (E) / 26,3 kgfm a 4.400 rpm

 

CÂMBIO

Automático, 6 marchas, tração: 4X4

 

FREIOS

Dianteiros: Disco ventilado
Traseiros: Disco

 

DIREÇÃO

Elétrica

 

SUSPENSÃO

Dianteira: Indep. McPherson
Traseira: Eixo rígido

 

RODAS E PNEUS

Rodas: Liga leve, 18 polegadas
Pneus: 265/60 R18

 

DIMENSÕES

Comprimento: 5.361 mm
Largura: 1.874 mm
Altura: 1.831 mm
Entre eixos: 3.096 mm

 

CAPACIDADES

Tanque de combustível: 76 litros
Caçamba: 1.061 litros




Pesquisa – O mecânico escolhe as melhores marcas

 

Pesquisa O Mecânico IBOPE Conecta mostra a sensibilidade e preferência pelas marcas que atuam no segmento de reposição automotiva

por Edison Ragassi

 

Pelo terceiro ano consecutivo, a Revista O Mecânico encomendou ao IBOPE Conecta a Pesquisa de Conhecimento de Marca e Hábitos de Consumo.

 

Nesta edição, o leitor conhece com exclusividade, a primeira parte da mostra. Ela deixa claro que o mecânico de automóveis procura as melhores opções em autopeças, produtos e serviços para utilizar no automóvel do cliente, independente do custo. Ele procura marcas consolidadas, mas não tem receio em buscar novidades, desde que a empresa fornecedora esteja próxima, com atendimento qualificado. O que é facilmente observado, pois a pesquisa compara o resultado obtido anteriormente com a atual.

 

Igual ao que ocorreu nas outras duas edições, a pesquisa quantitativa foi realizada através de entrevistas online, obtidas de três fontes: base de inscritos no mailing da publicação, portal omeceanico.com.br e facebook.com/omecanico.

 

Para responder o questionário o tempo aproximado foi de 20 minutos. Participaram profissionais de oficinas mecânicas, empresários e colaboradores com 18 anos ou mais, de todas as regiões do Brasil.

 

A pesquisa obteve uma amostra de 1.031 profissionais no período de 11 de março a 11 de abril de 2019. Segundo divulgado pelo IBOPE Conecta, a margem de erro é de 3 pontos percentuais para o total da amostra, o que confere nível de confiança de 95%.

 

A Pesquisa de Conhecimento de Marca e Hábitos de Consumo, O Mecânico/IBOPE Conecta consolida-se como o mais completo estudo de mercado da reposição brasileira.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

NA PRÓXIMA EDIÇÃO…

 

Edição 302 – Junho de 2019

 

Marcas: bomba d’água / bomba de combustível / válvulas termostáticas / cabo de vela / componentes internos do motor / correias / disco de freio / embreagem / ferramentas / óleos lubrificantes / coxim de motor




Evento – Automec 2019: Mercado mostra fôlego

 

Batendo recorde de público, a edição 2019 da maior feira do setor de reposição na América-Latina não passou um dia com a sensação de vazia

por Raycia Lima
fotos Alexandre Villela, Fernando Lalli, André Schan e Leonardo Barboza

Com números próximos ao público de uma final de Copa do Mundo no Maracanã, a Automec 2019 bateu recorde, totalizando 75 mil visitantes em seus cinco dias de feira. Os expositores vislumbravam e comemoravam esses números logo no primeiro dia, pois a maioria das empresas presentes destacou que o movimento do dia 23 de maio foi maior do que o esperado.

 

A 14ª Feira Internacional de Autopeças, Equipamentos e Serviços ocupou todos os espaços dos oito pavilhões e, ainda, boa parte da área externa do São Paulo Expo. Dentro do complexo, mais de 1.500 marcas nacionais e internacionais aproveitaram o contato direto com os visitantes que preenchiam os estandes.

 

Segundo a organizadora Reed Exhibitions Alcântara Machado, as rodadas de negócios nacionais e internacionais contaram com 62 mil pessoas que somaram R$ 77 milhões.

 

Companhias do Brasil, Argentina, Alemanha, Estados Unidos, França, China, México, Peru, Romênia, Paquistão, Coreia do Sul e Turquia prestigiaram o evento, que viu seus corredores amontoados de interessados em conhecer mais, principalmente, das tecnologias que estão por vir, como por exemplo, peças e componentes para carros elétricos e híbridos.

 

 

CONTEÚDO TÉCNICO E INFORMAÇÃO

 

A Revista O Mecânico sempre com o intuito de levar conteúdo técnico ao amigo mecânico esteve presente com esse objetivo na Automec 2019. Foram palestras de pelo menos 45 minutos, tanto teóricas quanto práticas, realizadas em todos os dias da 14a edição da Feira Internacional de Autopeças, Equipamentos e Serviços.

 

Nas salas de aula, mais de 600 pessoas conseguiram absorver conhecimento e esclarecer possíveis dúvidas diretamente com os técnicos de empresas renomadas do setor de reposição. A Delphi Tecnologies palestrou sobre ignição eletrônica. Já o tema a Hengst foi, Filtros: Tecnologias e Aplicações. A KYB deu dicas e falou sobre suspensão automotiva, inclusive com palestras práticas, enquanto a Tecfil explicou sobre filtros e sistemas de filtragem. Ao final de cada palestra, os mecânicos receberam certificado de participação.

 

 

DELPHI

 

Coordenador de Atendimento ao Cliente da Delphi Tecnologies, Pedro José Valêncio Junior, explicou que em sua palestra sobre ignição eletrônica o foco foi apresentar os produtos da marca como: bobinas, cabos e velas. Valêncio comenta que mostrar os diferenciais e as aplicações de cada produto foi essencial para espalhar informações. Ele fala ainda que os componentes da Delphi atendem hoje 80% do mercado nacional, mostrando a versatilidade da empresa em atingir vários nichos dentro do segmento. O número de mecânicos em suas palestras também positivo: “Em todos os dias a sala permaneceu lotada. O público teve muito interesse na nossa novidade que são as velas. Eles também ficaram surpresos com nosso comprometimento em diminuir a emissão de poluentes”. O palestrante ainda falou sobre as tecnologias para carros híbridos e componentes da injeção eletrônica.

 

 

Palavra do Mecânico:

“Na palestra foi apresentado alguns materiais que eu não conhecia, como por exemplo as velas de ignição que inclusive já estão no mercado. Tirei algumas dúvidas também sobre as bobinas de ignição da GM e sobre o procedimento de aterramento. Muita gente fala que não precisa fazer o aterramento e na aula vi que realmente é necessário”


Rudnei Lerman – Dono da Oficina Mecânica RudCar
Parobé – RS
33 anos

 

HENGST

 

Especialista em filtros, a Hengst levou para a Automec Experience o assistente técnico, Marcelo Schoroeder, para comentar sobre como a empresa busca por alternativas ecologicamente corretas em seus produtos. Schoroeder explica que a fabricante de filtros está substituindo sua linha de filtros. “Iremos substituir os filtros blindados pelos sustentáveis, que fazem uso de uma tecnologia de cartucho e são fabricados totalmente em plástico”.

 

O técnico mostrou aos mecânicos na palestra algumas inovações da linha leve e linha pesada, além de apresentrar o processo de fabricação e tecnologia usado nas fábricas da marca. O que chamou atenção de Marcelo foi os maus hábitos que os mecânicos assumiram ter: “Fiquei espantado quando eu os perguntei sobre quem já bateu ou passou uma água no filtro de ar. A maioria assumiu que infelizmente comete essa prática, mesmo não sendo recomendada”. Os mecânicos, que lotaram todos os dias a sala, foram convidados a ir ao estande da Hengst e conhecer de perto cada produto do portfólio da empresa.

 

 

Palavra do Mecânico:

“Trabalho há muitos anos com a linha leve, gasolina e diesel leve, e sempre que posso aproveito essas feiras para esclarecer algumas dúvidas de tecnologias mais modernas. Hoje, por exemplo, tinha uma dúvida sobre um tipo de manta que a Hengst tem que faz a filtragem do combustível. O Marcelo conseguiu me explicar melhor como ocorre esse processo, o que possibilita que eu consiga já fazer uso dela na minha oficina.”


Gilmar Contezini – Mecânica Trekking
Curitiba/PR

 

KYB/Kayaba

 

Mostrar a força da KYB em um mercado tão disputado como o de amortecedores foi um dos focos da palestra do Coordenador Técnico da empresa, Alexandre Parise. Foram esclarecidas dúvidas sobre a atuação da multinacional no Brasil e no mundo. Parise também deu ênfase em mostrar aos mecânicos como a comercialização de amortecedores no mercado atual vêm se modificando e mostrar a eles qual a maneira mais eficaz de realizar esse tipo de venda. Conteúdo técnico também foi passado focando em mostrar ao vivo e à cores cada parte do componente. Na aula prática, o Coordenador deu dicas embaixo de um carro sobre montagem dos amortecedores, qual tipo de ferramenta usar, torque e outras sugestões técnicas. “Na Automec os mecânicos tinham bastante dúvidas sobre como instalar e verificar os componentes acessórios do amortecedor, e colocando a mão na massa, eu consegui ajudá-los a desempenhar esse trabalho da melhor forma”, comentou o técnico.

 

 

Palavra do Mecânico:

“A palestra prática foi essencial para finalizar a série de aprendizados! Com ela, o técnico da Kayaba conseguiu esclarecer alguns mitos de oficina e erros que cometemos no manuseio de componentes. Coisas do tipo, que falhas no ABS podem ser causadas pelo amortecedor é algo que nem passava pela minha cabeça.”


Jaiton Macedo Dias D’Avila
Salvador – Bahia
21 anos na área

 

TECFIL

 

Com um público qualificado, a palestra da Tecfil caiu como uma luva já que foi voltada para o profissional que já atua ou tem entendimento da área, comenta o Gerente de Assistência Técnica, Roberto Rualonga. Passar a importância de fazer a troca preventiva dos filtros do veículo foi o tema central na explicação do profissional da Tecfil, ele destacou que o produto da empresa tem duas vantagens quanto aos concorrentes: é original e sua fabricação é nacional. Apesar da Automec ter todo o tipo de público, a empresa explica que nessas palestras sempre é necessário ponderar o linguajar técnico para não confundir o público. A empresa ressalta como e o porquê de instalar o filtro de forma preventiva é essencial para evitar problemas futuros. Rualonga ainda destacou a importância de palestras técnicas em feiras do setor. “Buscamos nas feiras que participamos sempre agregar treinamento aos mecânicos. Não basta mostrar só novidades da Tecfil, é necessário também ajudar o nosso cliente (o mecânico) a estar cada dia mais atualizado no mercado”.

 

 

Palavra do Mecânico:

“Essas palestras conseguem nos trazer o que mais precisamos que é a atualização. O que eu vejo no nosso setor quanto dúvidas sobre filtros é sobre o prazo de troca. O técnico da Tecfil conseguiu esclarecer isso com detalhes e principalmente nos instruindo a fazer a troca preventiva.”


Marcelo Laurindo
São Paulo/SP
Autopeças Conquista

 

GALERIA DE FOTOS

 




GT-OIL lança lubrificantes para transmissão CVT



A GT–OIL lança os lubrificantes CVT e CVT Multi, ambos sintéticos recomendados para veículos equipados com transmissão CVT, incluindo sistemas de correia e corrente. A empresa destaca que as novidades não são recomendadas para utilização em transmissões CVT de carros híbridos.

A fabricante indica que o óleo CVT seja usado nas transmissões: Audi Multitronic; BMW Mini Cooper EZL 799/799A; Daihatsu AMMIX CVTF DFE; Daihatsu AMMIX CVT Fluid DC; Daihatsu AMMIX CVT Fluid DFC; Daihatsu Fluid TC; Dodge/Jeep/Chrysler NS-2; Dodge/Chrysler/Jeep/Mopar CVT+4; GM/Saturn DEX-CVT; Honda HMMF (sem embreagem de partida); Honda HCF2; Honda Z-1 (CVT modelo sem embreagem de partida. Não cobre Honda Fit modelos 2001 a 2007); Hyundai/Kia CVT-J1; Hyundai/Kia SP III (CVT model); Mazda JWS 3320; Mini Cooper EZL 799/EZL 799A/ZF CVT V1; Mitsubishi CVTF-J1; Mitsubishi CVTF-J4 e -J4+; Mitsubishi SP-III (somente CVT); Nissan NS-1, -2, -3; Punch CVT; Subaru iCVT; Subaru iCVT FG; Subaru ECVT; Subaru Lineartronic chain CVT e CVT II; Subaru Lineartronic High Torque (HT) CVT; Subaru NS-2; Suzuki CVTF TC; Suzuki CVTF 3320; Suzuki NS-2; Suzuki CVT Green 1 & 2; Suzuki CVT Green 1V; Toyota CVTF TC; Toyota CVTF FE; VW/Audi TL 52 1 16 (G 052 516); e VW/Audi TL 521 80 (G 052 180 A2).

Já o CVT Multi serve para: Audi/VW (TL 52180; G 052 180; G 052 516) Mazda CVTF 3320; Ford (CFT30/WSS-M2C933-A/Motorcraft XT-7-QCFT, MERCON C) Mercedes Benz CVT28/MB-Approval 236.20; Nissan (NS-3*) Mini Cooper (EZL 799 / EZL 799A / ZF CVT V1); Chain (CVT8) Mitsubishi DiaQueen (CVTF-J1, CVTF-J4*); Subaru (i-CVTF, Lineartronic CVTF*, K0425Y0710, CV-30) Nissan (NS-1, NS-2, NS-3); BMW 8322 0 136 376 / 8322 0 429 154 (EZL 799 / EZL 799A) Punch (EZL 799 / EZL 799A); Daihatsu Amix CVTF-DC, Daihatsu Amix CVTF-DFE* Renault Elfmatic (NS-2); Dodge / Jeep (NS-2, CVTF+4/MOPAR CVT 4) Shell Green 1V; Ford (CVT23) Subaru e-CVTF; GM/Saturn (DEX-CVT, CVTF I-Green2*) Suzuki (CVTF 3320, TC, NS-2, CVTF Green 1, CVTF Green 2*); Honda (HMMF, HCF-2) Toyota/Lexus (TC, FE*); Hyundai / Kia (SP-CVT 1).




Artigo – Automec: muito mais do que uma simples feira de negócios

por Fernando Landulfo

Toda vez é a mesma coisa: se cadastrar pela Internet, desmarcar compromissos (às vezes importantes), deixar a oficina sem supervisão quase o dia todo, aguentar as “caras e bocas” da esposa ou da namorada (quando não acompanham), enfrentar um trânsito “brabo” (e/ou enfrentar uma viagem e todos os seus problemas e despesas) e para finalizar: enfrentar uma baita fila para entrar.

 

 

Tudo isso para poder participar de uma Automec. Mas será que todo esse sacrifício e despesa valem a pena para visitar uma feira? Afinal de contas, os produtos e autopeças podem ser vistos e orçados nos sites dos fabricantes. O mesmo ocorre com as ferramentas e equipamentos, cujos representantes até vão a oficina. O que há de tão especial nessa feira de negócios?

 

 

A resposta é: tudo depende de como o evento é encarado. É verdade que muita gente encara a Automec como uma simples feira de negócios e muito raramente a visitam. Nada contra essa forma de pensar. Mas, com o devido respeito, ao declinar de uma visita, por mais trabalhosa e incômoda que ela possa parecer, perde-se muito mais do que uma simples exposição.

 

 

A Automec é uma oportunidade única onde o “Guerreiro das Oficinas” pode ter contato direto com os fabricantes: autopeças, ferramentas e equipamentos. Sim, é nesse evento que se pode fazer elogios, reclamações, e também tirar dúvidas do dia a dia.

 

 

E sabe de uma coisa? Os fabricantes ficam ansiosos pelo feedback dos seus clientes. Saber a realidade. O que o mecânico pensa deles e do seu produto. É por isso que os estandes contam com a presença de engenheiros e chefias. Eles sabem que nem tudo chega pelos canais de comunicação (SAC). E essas ocasiões especiais são perfeitas para um estreitamento de relações, ou mesmo, lavar uma roupa suja. Mas tudo dentro dos limites da cortesia e da boa educação.

 

 

A Automec também é lugar de reencontrar amigos: novos e velhos. E como divertidas são as surpresas desses reencontros: cabelos brancos, falta de cabelo, barrigas que foram perdidas (para fora da calça), e tentas outras. Hora de abraçar, rir, por a conversa em dia e reatar contatos perdidos. Isso sem falar na diversão: jogos, brincadeiras, concursos e brindes. Tudo para fazer o mecânico relaxar e se sentir em casa. E se ele der sorte, pode até fazer uma selfie com uma celebridade que estiver por ali (trabalhando ou passeando). O evento também é lugar de aprender e se atualizar: quantas palestras e cursos interessantes e extremamente úteis, além de um monte de novidades expostas. Afinal de contas, a tecnologia não para. Isso sem falar nos expositores internacionais.

 

 

A Automec também é lugar de se fazer bons negócios: descontos e formas de pagamento especiais são criados especialmente para essa ocasião. Isso sem falar dos fabricantes e comerciantes internacionais, que costumam trazer “aquilo”, para aquele bendito carro importado, que não se encontra facilmente no mercado. Ou seja: Uma excelente oportunidade para desenvolver novos fornecedores.

 

 

Depois de tudo isso: será que você ainda pensa que a Automec é uma simples feira de negócios? Acho que não. E mais, acho que você não vê a hora de chegar a próxima. Te vejo em 2021.




Kits de Transmissão para motos da Cofap são certificados pelo Inmetro



A Magneti Marelli Cofap Aftermarket divulga que seus Kits de Transmissão para motocicletas estão certificados desde 2017 de acordo com o prazo definido pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro). O prazo dado pela entidade encerrou em 19/03/2019. Fabricantes e importadores têm até 19/09/2019 para escoarem seus estoques sem certificado e, por sua vez, os distribuidores e lojistas contam com o prazo de até 19/03/21 para comercializar as peças sem o selo Inmetro.

De acordo com o cronograma, a partir de março de 2021 todos os kits de transmissão para motocicletas comercializados para o público final no Brasil devem ser certificados pelo Inmetro. O selo que indica a certificação pelo órgão estar impresso na embalagem e gravado nos componentes que compõe o kit. A empresa explica que para a certificação seus produtos foram submetidos a testes de tração, corrosão e durabilidade, além de ensaios dimensionais e de dureza, visando garantir uma vida útil mínima de três milhões de ciclos.




Eaton lança linha de cabos de comando de transmissão para veículos pesados



A Eaton lança no mercado de reposição a linha de cabos de comando para veículos com transmissão manual. A novidade tem 70 modelos e atende caixas de câmbio de veículos da MAN, Ford, Mercedes e Volvo. A empresa explica que ainda este ano serão lançados componentes para Scania, Iveco e Agrale.

Segundo a fabricante, o componente é formado por cabo de engate e cabo de seleção, sendo utilizado para a realização das trocas de marchas e garantindo assim a eficiência da caixa de câmbio. “Não basta ter um caminhão equipado com uma transmissão excelente; é necessário também ter um cabo de comando robusto e com qualidade elevada, caso contrário, o motorista pode sentir desconforto na realização da troca das marchas”, explica o responsável pela inteligência de mercado de Aftermarket da Eaton, Felipe Bolognesi.




Conheça a tecnologia de transmissão BorgWarner iDM



A BorgWarner buscando atender aos sistemas de veículos elétricos, projeta para o mercado o módulo de acionamento totalmente integrado (iDM) com eletrônica de potência. A família de produtos está disponível em três versões diferentes (iDM XS, iDM S e iDM M) e é de fácil integração no eixo dianteiro ou traseiro de carros de passeio e veículos comerciais leves, dependendo da arquitetura e da aplicação.

Juntamente com veículos elétricos puros, a solução da BorgWarner também é adequada para veículos híbridos P4, onde o motor está localizado no eixo traseiro do veículo FWD. Segundo a empresa, a solução integra eletrônica de potência, apresentando a eficiente solução de estator bobinado da BorgWarner para formar um pacote compacto e escalável.

Em geral, os principais benefícios d o iDM incluem sua arquitetura escalável e modular e a ampla variedade de relações de transmissão e tamanhos de motores elétricos disponíveis, tornando-o flexível às demandas dos clientes. Operando entre 250 e 450 volts de corrente contínua (VDC), o iDM possui densidades de potência que variam de 90 kW a 160 kW e de 0.25 kgfm a 0.38 kgfm.




Transmissçoes ZF equipam caminhões Ford Cargo



As transmissões TraXon e EcoTronic fabricadas pela ZF passam a equipar veículos da família Ford Cargo Torqshift. A TraXon, transmissão de 12 marchas equipa os modelos C2631, C3131 e C3133, enquanto a EcoTronic, de 9 marchas, equipa os modelos C1419, C1519 e C1719.

A empresa explica que foram realizadas algumas alterações nas transmissões, eventualmente relacionadas às interfaces com ao trem de força. Já em relação ao software a adaptação foi mais longa e específica, alinhada aos requisitos da Ford. Em ambos os casos, a programação das transmissões foi realizada entre as engenharias da ZF do Brasil e Alemanha, sendo a maior parte de responsabilidade local. Vários testes foram conduzidos pelas equipes, entre eles os de bancada na Alemanha, com dinamômetros, além dos testes veiculares no campo de provas da própria Ford e em frotistas do Brasil.

Mais um exemplo desta adequação está no pedido da Ford de desenvolver a função “Low”, tanto para a EcoTronic como para a TraXon. Com isso, os caminhões conseguem entregar um auxílio em situações de frenagem e declive. Além de estratégias específicas de condução, como a função atoleiro, que auxilia na partida do veículo em terrenos com baixa aderência, como o arenoso, por exemplo.

Durante seu desenvolvimento, com o objetivo principalmente da transmissão EcoTronic se concentrou na facilidade da manutenção. A modularidade da transmissão possibilita utilizar seis kits de reparo. Dependendo do modo de montagem no veículo, muitos dos eventuais serviços de manutenção e reparo podem ser realizados sem precisar remover a transmissão.