Ford Ranger 2020 perde motor flex

 

A Ford lançou a linha 2020 da picape Ranger, que agora não conta mais com a opção de motorização flex, tendo apenas motores diesel como opção de compra.

 

A linha 2020 ficou assim: XLS 2.2 diesel 4×2 AT por R$ 128.250; Ford Ranger XLS 2.2 diesel 4×4 MT por R$ 147.520; Ford Ranger XLS 2.2 diesel 4×4 AT por R$ 154.610; Ford Ranger XLT 3.2 diesel 4×4 AT por R$ 176.420 e Ford Ranger Limited 3.2 diesel 4×4 AT por R$ 188.990.

 

As versões XLS, com motor 2.2, entregam 160 cv de potência e 39,2 kgfm de torque. Enquanto as versões XLT e Limited, com motor 3.2, entregam 200 cv de potência e 47,9 kgfm de torque.

 

A nova Ranger 2020 traz um forte apelo tecnológico, com recursos para auxiliar o motorista. Como, por exemplo, o assistente autônomo de frenagem com detecção de pedestres, que funciona em velocidades de 5 km/h a 80 km/h, com o auxílio de duas câmeras e um radar. Ao identificar um veículo parado ou pedestre à frente, ele emite um alerta para o motorista e prepara os freios para uma frenagem rápida. Se o motorista não realizar nenhuma ação, ele aciona os freios automaticamente para evitar ou reduzir os danos de uma colisão.

 

Outro recurso é o sistema de reconhecimento de sinais de trânsito, que usa as mesmas câmeras para rastrear as placas na pista, alertando o motorista sobre os limites de velocidade. O objetivo dos dois sistemas é proporcionar uma direção mais segura e tranquila.

 

A picape ainda passou por leves mudanças estéticas, como na dianteira, que ganhou nova grade, inspirada nas picapes norte-americanas, e o para-choque ganhou foi redesenhado.




Raio X: Bem fabricado e robusto

Ford Ka FreeStyle 1.5 mostra acabamento caprichado e tem mecânica robusta e muito prática

texto e fotos: Leonardo Barboza

 

Em sua terceira geração, o Ford Ka surpreendeu dentro de um segmento exigente, no qual é necessário ter algo inédito para destacar em comparação aos concorrentes. Sendo assim, a Ford trouxe para o Ka FreeStyle o novo motor 1.5 TiVCT de três cilindros da nova família global Dragon. Este motor tem a maior potência e o maior torque do segmento: gera até 136/128 cv (E/G) a 6.500 rpm e torque de 16,1/15,6 kgfm a 4.750 rpm. Para não comprometer a economia de combustível e proporcionar mais agilidade nas retomadas, o motor é calibrado para entregar 89% da força máxima a apenas 1.500 rpm.

 

Além do novo motor, o Ka também vem equipado com a nova transmissão automática de seis velocidades, que tem conversor de torque integrado e conta com a opção de trocas manuais na alavanca do câmbio, o que proporciona um funcionamento suave, silencioso e eficiente.Para checar as condições técnicas de manutenção do aventureiro urbano, contamos com o olhar técnico de Roberto Montibeller, mecânico e proprietário da oficina High Tech, localizada na Lapa, zona oeste de São Paulo/SP.

 

Roberto Montibeller – Oficina High Tech

 

REVISÃO DE ROTINA

 

 

Ao abrir o capô, o mecânico notou que mesmo se tratando de um motor de três cilindros, ele ocupa espaço no cofre do motor, onde praticamente não é possível achar qualquer vão livre. Para ele, essa sempre foi uma das características dos motores da marca. Um ponto de atenção levantado por Roberto foi a grande quantidade de componentes antirruído e proteção no compartimento do motor. Sob o veículo existe um tampão de tecido que isola completamente o cofre, impedindo a entrada de poeira e lama.

 

 

“Esse tampão tem a finalidade exclusiva de impedir a entrada de sujeira no cofre do motor e melhorar sua aerodinâmica. Mas não se iluda, ele não é capaz de proteger o cárter do motor contra uma batida em valeta ou obstáculo”, disse Roberto.

 

 

O mecânico aponta que o cárter e a lateral do bloco do motor também estão todos forrados com uma proteção espessa de espuma emborrachada. Tudo indica que seja para para absorver o ruído gerado pelo motor.

 

 

No restante, os itens de revisão básica (filtro de óleo do motor, filtro de ar do motor e o filtro de ar de cabine) possuem ótima localização. Um ponto interessante é a ausência do filtro de combustível na parte externa do tanque. Roberto afirma que por mais que o pré-filtro (que vai na parte interna do reservatório de combustível, junto à bomba de combustível) seja eficiente, devido aos combustíveis de má qualidade em alguns locais, o ideal era ter um segundo filtro de combustível na parte externa do tanque. Isso ajudaria a ter mais eficiência no sistema, evitando que impurezas indevidas cheguem aos bicos injetores.

 

SUSPENSÃO

 

Por se tratar de uma versão aventureira, os amortecedores e molas do Ka FreeStyle foram recalibrados e os dianteiros ganharam sistema que utiliza o recurso stop hidráulico, permitindo um maior desempenho em todos os tipos de pistas e reduzindo a maioria dos impactos no volante, proporcionando muita suavidade e conforto aos ocupantes. O mecânico conta que a manutenção é bem simples. “A remoção dos amortecedores dianteiros e traseiros são feitas através da retirada dos parafusos de fixação das bases dos amortecedores que possuem facil localização na parte externa da carroceria”, relata.

 

TRANSMISSÃO

 

A transmissão automática de seis velocidades (modelo 6F15) também é novidade do modelo. Ela possui conversor de torque integrado e um avançado controle eletrônico de trocas que usa um sistema hidráulico com sete solenóides que permitem ao câmbio se adaptar ao estilo de condução do motorista para definir o momento ideal das trocas. Além disso, o novo câmbio usa óleo de ultra baixa viscosidade, que não requer troca durante todo o período de vida útil (240 mil km). “Porém vale a pena se atentar a qualidade do lubrificante em menor quilometragem em caso de condições de uso severo”, explica Roberto.

 

INJEÇÃO ELETRÔNICA

 

A injeção eletrônica do Ford Ka 1.5 de três cilindros é multiponto e possui sistema de partida a frio que utiliza velas aquecedoras em cada bico injetor, dispensando o famoso tanquinho de gasolina, que costuma dar muita manutenção por causa do uso incorreto. “O sistema de injeção eletrônica tem fácil acesso para remoção tanto da flauta quanto dos bicos e do corpo de borboleta”, comenta Roberto.

 

 

A bomba de combustível é onde fica o calcanhar de aquiles do projeto, que desde a sua 1ª geração para a manutenção do sensor de nível de combustível ou da bomba é necessário a remoção do reservatório por completo. “Seria tão mais facil se tivesse um acesso da bomba de combustível por baixo do assento traseiro como na maioria dos veículos. Alguns mecânicos chegam até a cortar a lataria para ter acesso, mas eu prefiro fazer da maneira correta, removendo o reservatório e torcendo para não estar cheio”, finaliza Roberto.

 

Novo Ka não possui acesso ao módulo de combustível por baixo do banco

 

FICHA TÉCNICA

FORD KA FREESTYLE 1.5 AT

MOTOR

Posição: Dianteiro, transversal
Combustível: flex
Número de cilindros: 3 em linha
Cilindrada: 999 cm3
Válvulas: 12
Taxa de compressão: 12,0:1
Injeção de combustível: Eletrônica multiponto
Potência: 136 cv (E) / 128 cv (G) a 6.500 rpm
Torque: 16,1 kgfm (E) / 15,6 kgfm (G) a 4.750 rpm

CÂMBIO

Automático, 6 marchas, tração dianteira

FREIOS

Dianteiros: Disco ventilado
Traseiros: Tambor

DIREÇÃO

Elétrica

SUSPENSÃO

Dianteira: Indep. McPherson
Traseira: Eixo de torção

RODAS E PNEUS

Rodas: Liga leve, 15 polegadas
Pneus: 185/60 R15

DIMENSÕES

Comprimento: 3.954 mm
Largura: 1.695 mm
Altura: 1.564 mm
Entre eixos: 2.491 mm

CAPACIDADES

Tanque de combustível: 51 litros
Porta-malas: 257 litros




Ford celebra 25 mil contratos de manutenção Ford Protect



A Ford celebra o marco de 25.000 contratos de manutenção Ford Protect, plano que permite adquirir as revisões antecipadamente, junto com o veículo zero km, e incluir o seu valor no financiamento. Lançado há dois anos, a empresa explica que o programa tem uma adesão, em média, de 10% dos veículos vendidos no varejo. O Ford Protect está disponível para todos os veículos da marca e conta com três opções de planos: o Basic, cobrindo as três revisões anuais durante os 36 meses originais de garantia (a cada 12 meses ou 10.000 km) que sai por R$1.518; o Advanced, que inclui quatro revisões (até os 48 meses, ou 40.000 km) e um ano a mais de garantia por R$2.243 ; e o Premium, com cinco revisões (até os 60 meses, ou 50.000 km) e garantia ampliada para cinco anos por R$2.773.




Ford divulga acordo com trabalhadores da fábrica de São Bernardo do Campo/SP

A Ford anuncia que foi aprovado o acordo coletivo, definido
em conjunto com o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, para os funcionários
afetados pela decisão global da companhia de deixar de atuar no segmento de
caminhões na América do Sul, que resultou no encerramento das atividades da
unidade de São Bernardo do Campo/SP.



O acordo inclui os seguintes pontos: Plano de Demissão
Incentivada (PDI), apoio psicológico, programa de requalificação profissional
com cursos realizados em parceria com o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC e
possível antecipação do encerramento das atividades de manufatura, a qual
depende da negociação com um potencial comprador.



A compensação financeira oferecida pela Ford será definida
com base na combinação de condições empregatícias (mensalistas e horistas),
tempo de trabalho e eventual contratação do funcionário por um potencial
comprador da fábrica do ABC. A Ford informa que as conversas com potenciais
compradores da unidade continuam.




Fernando Calmon | Reflexo da realidade



Era notícia esperada, contudo não deixa de causar tristeza. Há cerca de um ano havia fortes rumores de que, depois de anunciar o encerramento da produção do Focus na Argentina, a Ford tomaria a decisão de fechar a fábrica de São Bernardo do Campo (SP).

Esta unidade fabril foi construída pela Willys-Overland, fundada em agosto de 1952. A produção se iniciou dois anos depois com o utilitário Jeep CJ-5, seguido pela perua Rural (precursora do que seria, hoje, um SUV), uma picape, além do sedã Aero-Willys (1960) e sua versão de luxo Itamaraty. A empresa também fabricou sob licença da Renault os compactos Dauphine e Gordini e, ainda, o Alpine A108, pequeno carro esporte rebatizado aqui de Interlagos, com mecânica Renault, nas versões berlineta, cupê e conversível.

A Willys apostou muito no Projeto M, tendo por base o médio-compacto Renault 12. Porém, dificuldades financeiras levaram à venda para a Ford de toda a operação brasileira, em 1967, incluindo as instalações às margens da Rodovia Anchieta. O Projeto M se transformou no Corcel, em 1968, cuja carroceria era completamente diferente do modelo francês, só lançado um ano depois na Europa, e também produzido na Argentina pela IKA.

No ano em que a Ford completa o centenário de sua fundação no Brasil, encerrar as atividades em uma unidade com tanta história é especialmente doloroso para os cerca de 2.800 empregados entre horistas e mensalistas. Toda a linha de montagem dos caminhões médios e pesados Cargo, dos caminhões leves F-350/F-4000 e do Fiesta hatch será interrompida de imediato. A marca não produzia caminhões na matriz há mais de uma década e o lançamento do Ka enfraqueceu muito o Fiesta com qual compartilha arquitetura.

A empresa reservou US$ 460 milhões (R$ 1,7 bilhão) para indenizar funcionários, concessionárias e fornecedores. Prejuízos financeiros na região da América do Sul foram de quase US$ 700 milhões (R$ 2,6 bilhões) em 2018. Estima-se que cerca de 60% originaram-se nas operações brasileiras, que incluem fábricas de veículos e motores em Camaçari (BA), motores e câmbios em Taubaté (SP) e campo de provas em Tatuí (SP). Atividades nessas cidades continuarão.

Há quem lembre a Ford contabilizar 24 trimestres consecutivos de lucro de 2007 a 2012. Apenas isso não garante a uma empresa manter-se saudável e gerar caixa suficiente para investir, em especial se o mercado local minguar quase 50%, como aconteceu aqui. Opção pode ser encolher ou, em caso extremo, sair de um país.

É bastante provável que a GM tenha chegado a um acordo em São José dos Campos (SP) porque estava próximo o anúncio sobre o encerramento das atividades de outro fabricante no mesmo Estado. Tais informações vazam nos bastidores e a preservação dos empregos falou mais alto aos sindicalistas.

Precisa ficar claro: produzir veículos no Brasil com a carga fiscal insana sobre os produtos, baixa produtividade, alta burocracia e deficiências graves em infraestrutura, só para citar alguns entraves, é um fato, apesar de oportunidades poderem surgir no futuro. Diminuir investimentos ou fechar uma fábrica são alternativas dolentes, incontornáveis. Não se trata de vã ameaça, porém reflexo do mundo real.

ALTA RODA

Volkswagen confirmou preços do T-Cross, seu primeiro SUV nacional: R$ 84.990 (motor 1-L turboflex) a R$ 109.990 (1,4-L, idem). Versões superequipadas passarão de R$ 125.000. Série zero começou a ser produzida em São José dos Pinhais (PR), mês passado. Nas vitrines em março (motor mais potente, de início); primeiras entregas em abril, como previsto pela coluna.

Versão híbrida flex do novo Corolla, primeira desse tipo no mundo, chega às concessionárias em outubro próximo. Unidades convencionais da quinta geração do modelo, no início daquele mês. Toyota ainda não confirma, mas SUV a partir do Yaris é dado como certo para 2021. Ela tem R$ 1 bilhão a receber do governo paulista em ICMS atrasado.

Dos três modelos Nissan, em sua ofensiva elétrica, mais interessante para o Brasil é o do Note e-Power. Tração totalmente elétrica, mas fica longe de tomadas: gerador a combustão carrega uma bateria de porte pequeno. Autonomia até 1.200 km. Avaliado no autódromo de Interlagos mostrou-se silencioso e ágil. O conjunto estará no Kicks, em 2020.

CAOA CHERY ampliou gama de SUVs: Tiggo 7, cinco-lugares e 4,50 m de comprimento. Pontos fortes, estilo e equipamentos de série. Motor 1,5-L turboflex, 150 cv/21,4 kgfm e câmbio automatizado de dupla embreagem, os mesmos do sedã Arrizo 5, reclamam um pouco do peso extra de um SUV. Preços competitivos, mas não de arrasar: R$ 106.990 e R$ 116.990.

SUV médio-grande, T80 completa a linha JAC na faixa de R$ 139.990 a 145.990. Espaço é ótimo para cinco adultos e duas crianças na última fileira. Motor turbo 2-litros, 210 cv/30,6 kgfm e caixa automatizada de duas embreagens dão conta do recado, embora não passe sensação de mais de 200 cv. Tela multimídia tem 10 pol. Há câmeras de ré e com visão de 360 graus.

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fernando@calmon.jor.br e www.facebook.com/fernando.calmon2




Ford anuncia saída do mercado de caminhões no Brasil; também interrompe produção das linhas Fiesta e Focus



A Ford anunciou nesta terça-feira (19) que deixará de atuar no segmento de caminhões em toda a América do Sul. A produção na unidade de São Bernardo do Campo/SP das linhas Cargo, F-4000, F-350 e, também do hatch compacto Fiesta, será interrompida ao longo de 2019. Segundo comunicado da fabricante de veículos, a medida faz parte do plano de reestruturação global da companhia, com foco no desenvolvimento de SUVs e picapes e a expansão das parcerias globais, como a recente aliança com a Volkswagen para desenvolver picapes de médio porte.

Responsável por 12,18% de emplacamentos de caminhões no Brasil em 2018, a Ford afirma que a decisão de deixar o mercado de caminhões foi tomada após vários meses de busca por alternativas, que incluíram a possibilidade de parcerias e venda da operação. A multinacional comenta que irá reduzir em mais de 20% dos custos referentes ao quadro de funcionários e à estrutura administrativa em toda a região.

“Sabemos que essa decisão terá um impacto significativo sobre os nossos funcionários de São Bernardo do Campo e, por isso, trabalharemos com todos os nossos parceiros nos próximos passos”, disse Lyle Watters, presidente da Ford América do Sul. “Atuando em conjunto com concessionários e fornecedores, a Ford manterá o apoio integral aos consumidores no que se refere a garantias, peças e assistência técnica”. A fabricante também declarou que também está mantida de parar a produção da linha Focus, sedã e hatch, na Argentina.




Transmissçoes ZF equipam caminhões Ford Cargo



As transmissões TraXon e EcoTronic fabricadas pela ZF passam a equipar veículos da família Ford Cargo Torqshift. A TraXon, transmissão de 12 marchas equipa os modelos C2631, C3131 e C3133, enquanto a EcoTronic, de 9 marchas, equipa os modelos C1419, C1519 e C1719.

A empresa explica que foram realizadas algumas alterações nas transmissões, eventualmente relacionadas às interfaces com ao trem de força. Já em relação ao software a adaptação foi mais longa e específica, alinhada aos requisitos da Ford. Em ambos os casos, a programação das transmissões foi realizada entre as engenharias da ZF do Brasil e Alemanha, sendo a maior parte de responsabilidade local. Vários testes foram conduzidos pelas equipes, entre eles os de bancada na Alemanha, com dinamômetros, além dos testes veiculares no campo de provas da própria Ford e em frotistas do Brasil.

Mais um exemplo desta adequação está no pedido da Ford de desenvolver a função “Low”, tanto para a EcoTronic como para a TraXon. Com isso, os caminhões conseguem entregar um auxílio em situações de frenagem e declive. Além de estratégias específicas de condução, como a função atoleiro, que auxilia na partida do veículo em terrenos com baixa aderência, como o arenoso, por exemplo.

Durante seu desenvolvimento, com o objetivo principalmente da transmissão EcoTronic se concentrou na facilidade da manutenção. A modularidade da transmissão possibilita utilizar seis kits de reparo. Dependendo do modo de montagem no veículo, muitos dos eventuais serviços de manutenção e reparo podem ser realizados sem precisar remover a transmissão.




Ford ultrapassa marca de 1 milhão de picapes vendida em 2018

A Ford anuncia que vendeu em 2018 mais de 1,075 milhão de picapes Série F. A fabricante comenta que a maior parte desse volume foi destinada ao mercado norte-americano. “Estamos orgulhosos e honrados em ajudar nossos clientes de picapes e veículos comerciais em todo o planeta a realizar o seu trabalho, com modelos que vão da Ranger à Transit”, disse Jim Farley, presidente de Mercados Globais da Ford.

No Brasil, a Série F está presente a muito tempo, desde o pioneiro F-600 – primeiro veículo nacional produzido pela Ford, em 1957 – a modelos como a F-1000 e F-250. Hoje, a linha é representada no país pelos modelos F-350 e F-4000, que pertencem ao segmento de caminhões. A marca comenta que se a Ford Série F fosse um negócio próprio, teria uma receita próxima de US$ 50 bilhões, tendo como base o preço médio de US$ 46.700 da picape nos EUA. Ou seja, uma receita maior que empresas como Oracle (US$ 37 bilhões), American Express (US$ 35 bilhões) ou Best Buy (US$ 42 bilhões).




Ford apresenta protótipo Cargo Kolector para empresa de limpeza urbana



A Ford apresentou para a Marquise Ambiental, empresa que presta serviços de limpeza urbana em todo o Brasil, um protótipo do novo Cargo Kolector 8×2 com coletor/compactador de 24 metros cúbicos. A empresa norte-americana comenta que a novidade é o primeiro caminhão do segmento no Brasil com essa capacidade. O Cargo Kolector já começou a rodar em fase de testes no serviço de coleta urbana em Fortaleza (Ceraá), onde a empresa tem sua sede.

A Ford destaca que o caminhão oferece uma capacidade 14% acima do maior disponível atualmente no mercado, com 21 m³. Ele tem como base o Ford Cargo 1723 8×2, com segundo eixo dianteiro direcional, suspensão pneumática e transmissão automatizada Torqshift.

O modelo já vem preparado de fábrica com itens que facilitam a instalação do implemento e a operação, como: escapamento vertical, chassi reforçado, suspensão recalibrada, para-choque estreito, protetor do radiador, câmeras de freio tipo pistão, tomada de força traseira e bancos de vinil.




Volkswagen e Ford fecham parceria para produção de Vans e Picape



A Volkswagen AG e a Ford Motor Company anunciam o primeiro acordo de aliança global entre as marcas. O CEO da VW, Dr. Herbert Diess, e o CEO da Ford, Jim Hackett, confirmaram hoje que as empresas pretendem desenvolver vans comerciais e picapes médias para o mercado mundial a partir de 2022. Enquanto a Ford deverá projetar e construir vans comerciais maiores para os consumidores europeus, a Volkswagen vai desenvolver e construir uma van urbana, segmento de mercado que a empresa deixou de atuar no Brasil com o fim da produção da Kombi.

Além disso, também foi assinado um memorando de intenções para estudar a colaboração em veículos autônomos, serviços de mobilidade e veículos elétricos. A fabricantes afirmaram estar abertas a considerar outros programas conjuntos de veículos no futuro. Suas equipes devem trabalhar nos detalhes da parceria nos próximos meses.

“Ao longo do tempo, essa aliança vai ajudar ambas as empresas a criar valor e atender as necessidades de nossos clientes e da sociedade”, disse Hackett. “Ela vai não só trazer eficiências importantes e ajudar ambas as companhias a melhorar seu desempenho, mas também nos dará a oportunidade de ajudar a formar a próxima era da mobilidade.”

A parceria, que não envolve a troca de ações entre as duas empresas, será dirigida por um comitê conjunto a ser liderado por Hackett e Diess e incluirá executivos sênior de ambas as empresas.

Não é a volta da Autolatina
Esta aliança entre Ford e Volkswagen não é uma parceria inédita para os brasileiros e argentinos. No final da década de 1980 e início de 1990, as empresas formaram a joint-venture Autolatina no Brasil e Argentina, onde a Volkswagen tinha maior porcentagem das ações. A colaboração envolveu não só os automóveis de passeio, mas também os comerciais como os caminhões.

O compartilhamento de plataformas e motores entre as duas fabricantes gerou os Ford Royale e Versalles (feitos na base do VW Santana) e VW Apollo (Ford Verona), Logus e Pointer (Ford Escort de segunda geração).