Continental inicia produção de controle de estabilidade no Brasil



por Gustavo de Sá

A Continental iniciou na terça-feira (21) a produção nacional do controle eletrônico de estabilidade (ESC), equipamento que auxilia o motorista a não perder a trajetória em desvios rápidos, com atuação individual nos freios e/ou corte de potência do motor. A fabricação local é fruto de investimento de R$ 23 milhões em modernização da unidade produtiva de Várzea Paulista/SP, que possui capacidade instalada entre 700 mil e 1 milhão de unidades/ano para a produção de ESC. A fábrica no interior paulista, inaugurada há meio século, também produz componentes de freios, inclusive o sistema antitravamento (ABS).

Com alto índice de automatização, a linha de produção do ESC contará com 40 funcionários nos três turnos de trabalho. Anteriormente, o controle de estabilidade fornecido pela Continental às fabricantes de automóveis locais era importado da Alemanha. A nacionalização, planejada desde 2015, busca atender o aumento da demanda por este componente, que passará a ser obrigatório por lei a partir de 2020 para projetos inéditos e em 2022 para 100% dos zero-quilômetro leves.

“O controle eletrônico de estabilidade pode evitar 49% dos acidentes fatais no trânsito. Ele diminui em 72% o risco de capotamento de um veículo”, afirma o presidente e CEO do Grupo Continental para a América do Sul, Frédéric Sebbagh.

Tecnologia e oficina 4.0

A aplicação de novas tecnologias em massa nos veículos novos irá demandar mais capacitação da mão de obra para o processo de manutenção. “O conceito de indústria 4.0 também irá chegar às oficinas. Isso vai exigir maior capacitação dos profissionais”, conta Sebbagh.

De acordo com o executivo-chefe da Continental, até 30% dos negócios do setor automotivo serão relacionados a software daqui a 10 anos. “O futuro dos automóveis passa pela evolução dos softwares. Os veículos terão mais tecnologias até mesmo do que os aviões”, exemplifica.

“O setor automotivo precisa se reinventar. Estamos vivendo uma era disruptiva e a Continental está se transformando para adaptar-se a essa revolução”, diz o executivo-chefe.